terça-feira, 13 de julho de 2010

Estagiários da Educação devem receber atrasados até o fim do mês

Por Débora Ramos do Portal Nominuto.com

Diante das reclamações geradas em decorrência do atraso do pagamento das remunerações dos professores estagiários contratados pela Secretaria Estadual de Educação, representantes da administração do órgão revelaram que os salários dos estudantes, alguns atrasados desde o início do ano letivo, devem sair até o final do mês de julho. A promessa vem depois da garantia não cumprida de que os salários seriam pagos no final do mês de junho.

De acordo com o coordenador do Departamento de Recursos Humanos da secretaria, Pedro Guedes Sobrinho, o atraso no repasse das bolsas foi resultado da demora da Assembleia Legislativa para aprovar o aumento da margem de remanejamento do Orçamento Geral do Estado. As folhas de pagamento, segundo explica, já estavam prontas, contudo, não havia dinheiro para quitar o compromisso com os estudantes.

“Com a aprovação da margem de remanejamento pelos parlamentares da Assembleia, fomos capazes de realizar o repasse a alguns estudantes e, o restante, tem previsão para ser pago até o final do mês. Além disso, a secretaria já garantiu o equivalente a R$ 12 milhões para realizar os pagamentos até o fim deste ano”, disse o coordenador.

Segundo ele, a secretaria mantém contrato de estágio com cerca de 1.200 estudantes. Alguns deles, inclusive, estão sem receber desde o início do ano letivo, em março, como é o caso do estudante de pedagogia Cleyton Araújo. Segundo Cleyton, o atraso no repasse das bolsa, que é de R$ 510,00 mais transporte, faz com que os estagiários percam a motivação de realizar o trabalho.

“Depois de quatro meses sem receber os estudantes começam a ter problemas para conseguir trabalhar. Muitos tem que pagar para trabalhar”, comentou ele, que atualmente leciona na Escola Estadual Severino Bezerra de Melo, em Mãe Luíza. Outro fator que contribui para desmotivar os estagiários, em sua opinião, é o atual sucateamento das unidades escolares. “Além de todas as dificuldades, ao chegar na escola ainda nos deparamos com uma situação problemática, como falta de carteiras para os alunos e água. Diante desta realidade, muitos acabam desistindo”, afirmou.

Cleyton disse ainda que na escola em que trabalha a maioria do quadro de professores é composto por estagiários. Segundo ele, apenas dois professores integram o quadro de profissionais do governo, empregados por meio de concurso público. “Tem escolas espalhadas por Natal onde todos os professores são estagiários. O governo está tapando o rombo da falta de professores com os estagiários e, com a falta de pagamento, a situação tende a ficar mais caótica do que já está”, concluiu.

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