quinta-feira, 3 de março de 2011

PORQUE "EDUCAÇÃO AMBIENTAL"...

A educação tem como missão formar pessoas criticamente corretas.

Cleyton Araújo

Estamos vivendo tempos de crise Ambiental, utilização acelerada dos recursos naturais, o não ressarcimento dos mesmos, mudanças climáticas, aquecimento global, extinção de diversas faunas e desastres ecológicos impactantes. Nas últimas décadas o crescimento desordenado das cidades a aceleração da economia em diversos setores e a não educação da população e o não respeito ao Meio Ambiente fizeram com que o planeta viesse a cair nesta crise Ambiental.

Sabe-se que a humanidade consome cerca de 25% de recursos naturais a mais da renovação da Terra, não tendo um equilíbrio de consumo, a população planetária cresce, em que a cada segundo nasce três habitantes no planeta. A população terráquea está crescendo em cem milhões de pessoas por ano, chegando hoje a ter cerca de seis bilhões de habitantes. Nas próximas décadas teremos mais de um bilhão de novos habitantes. O efeito estufa ou aquecimento global é um tópico marcante para as mudanças climáticas devastastes o derretimento das geleiras nos hemisférios Norte e Sul, aumento do nível de oceanos e mares, chuva ácida em alguns continentes e o desaparecimento de reservas de água doce. Tudo isto provocado pela liberação desordenada de dióxido de carbono (CO²) pelas indústrias capitalistas que visam o lucro o desenvolvimento e a Mundialização. Indústrias que não respeitam o Meio Ambiente.

O Protocolo de Kyoto estabeleceu que os países deveriam diminuir até 2012 a emissão de CO² na atmosfera. O mesmo não vem sendo respeitado principalmente pelas nações desenvolvidas ditas de primeiro mundo. Segundo o Guia Cidadão Sustentável (2008), toda a água doce que temos no planeta apenas 68,9% encontra-se nas geleiras, regiões montanhosas e calotas polares; 30% em aquíferos subterrâneos; 9% formando a umidade do solo e pântanos e apenas 0,3% em rios e lagos. A água sendo um elemento natural não renovável sofre desperdício e desequilíbrios elevados, como falta de saneamento básico, rede coletora de esgotos, deficiência no abastecimento da água nas grandes cidades. Apenas 50% dos municípios brasileiros têm o abastecimento e a coleta de rede de esgotos regulados.

Com a construção civil em ritmo acelerado elevando a urbanização, aumentando o número de habitantes das grandes cidades provocando metropolizações em diversas regiões do planeta, os impactos ao solo, a utilização da água e a poluição da atmosfera passam a ser mais elevado. O planejamento urbanístico de uma cidade brasileira não é feito de acordo com seus recursos naturais disponíveis ou a renovação dos mesmos. Na década de 50 no Brasil viviam apenas 36,1% de brasileiros nas cidades, em 2002 o número aumentou para 82% (Guia Cidadão Sustentável, 2008). Se um prédio e erguido em uma determinada localidade antes tem que ser feito um levantamento dos impactos ambientais causados, tais como o índice de dejetos jogados no solo, utilização de água potável, despejo de água servida no ambiente, agressões a atmosfera provocada por chaminés e uso de automóveis em grande massa.

Tem-se uma média diária que 2 milhões de toneladas de lixo, distribuídos em resíduos domiciliares, comerciais e industriais são gerados pela população do mundo. Cada brasileiro produz um 1 kg de lixo por dia, provocando uma produção brasileira de 170 mil toneladas de lixo e vulneravelmente 76% é despejado em lixões a céu aberto nas grandes cidades. Os municípios Brasileiros somam um total de 5.564 cidades e apenas 39% destes tem aterros sanitários para o deposito de todo o lixo que não pode ser reciclado.

Na Região Nordeste do Brasil de todos os resíduos produzido 75% e depositado inadequadamente. No estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, de todos os municípios e regiões há apenas dois aterros sanitários para o depósito adequado do lixo produzido pelos Potiguares, um na Região Metropolitana e outro na Região do Auto Oeste na cidade de Mossoró.

Para trabalhar a reciclagem, governos, empresas e sociedade civil organizada têm que traçar cenários envolvendo e fomentando a sociedade para padrões de consumo, reutilizar materiais e trabalhar medidas de reciclagem. Implantar a coleta seletiva de lixo nas cidades gerar um salto de qualidade de alta grandeza, alem de ajudar o Meio Ambiente, produz emprego e renda para a população envolvente.

O Brasil recicla apenas 2% de todo o seu lixo criado, esse numero era para estar na casa dos 30%. Resíduos como o vidro que tem o tempo indeterminado para se decompor na natureza não vem sendo trabalhado de tal forma sustentável, a procura pelos recicladores é mais por papel e plástico por darem menos trabalho no processo de reciclagem, já o metal (alumínio no caso) é o mais comercializado pela indústria de reciclagem por gerar mais lucro. Ou seja, ate em atitudes de Sustentabilidade o lucro estar por envolvente, desta forma não podemos salvar o planeta de desastres e desequilíbrio ambientais.


As florestas desde o surgimento das cidades vêm sendo destruídas e desaparecendo do planeta, sabe-se que toda a flora contribui para a redução dos poluentes da atmosfera. A conurbação (processo de crescimento das cidades) é um grande fator de destruição das matas do planeta Terra, além da devastação por matérias primas e produção de carvão para a indústria e usinas de produção. Outro agressor é o acelerado crescimento da agricultura e da pecuária ilegal nas florestas mundiais.

Desde 2000, seis milhões de hectares de floresta primitiva são perdidos a cada ano. No atlântico Norte, nos últimos 50 anos, as espécies de peixe declinaram em cerca de 66%. No caribe, os recifes de corais diminuíram em 40%, nas três décadas passadas. Na Europa, mais da metade das espécies de plantas estão ameaçadas. (SENAC E EDUCAÇÃO AMBIENTAL, ano 2009,p 24).

Do inicio do descobrimento do Brasil ou “invasão territorial” por parte das metrópoles Européias que as floretas Américo Latinas vêm sendo destruídas, e todo este processo deu-se início pela produção e conservação do capital de lucro.

Segundo matéria divulgada no Jornal Tribuna do Norte do estado do Rio Grande do Norte em reportagem divulgada em maio de 2010, mais de 20,8 mil hectares de Mata Atlântica – o equivalente a 130 Parques do Ibirapuera – foram desmatados entre 2008 e 2010 no Brasil. Toda esta devastação é provocada principalmente por empresas que julgar-se ter responsabilidade social para com as causas sociais e Ambientais.

No século XVI a destruição das florestas Brasileiras na época da Colônia era principalmente para fins de venda no comercio exterior, passando a diante a destruição ganha forma na criação de área agrícola e criações de gado.

O surgimento das cidades também vieram a acarretar a destruição de biomas e hoje o grande agressor dos biomas florestais Brasileiros é a indústria que cresce desordenadamente e a mesma não tem uma visualização do estado e nem uma vistoria firme das leis de proteção ambiental. Um país que tem a maior floresta e o maior rio do mundo, “Amazônia”, considerada pulmão no planeta não tem leis rígidas de Sustentabilidade e proteção Ambiental.

Deste modo Instituições Sociais, Governos e a Sociedade Civil Organizada vêm mobilizando-se em prol da temática Sustentabilidade. A Escola como Instituição Social que é, tem toda a missão de abordar essas temáticas, tendo a educação como uma base sócio/intelectual e se plantemos as medidas de preservação e conservação em alunos e alunas do ensino Fundamental das Escolas Brasileira teremos um futuro mais humano e sustentável. Com Projetos Políticos Pedagógicos (PPP’s) voltados para esta temática, profissionais envolvidos, pesquisas sendo postas em praticas e toda a Instituição mobilizando a sociedade, podemos construir uma Neoglobalização com base na Sustentabilidade.

Segundo Maria Flick (2010) a Educação Ambiental é vista de forma vulnerável pela Instituição Escolar.

A forma holística pela qual deveria ser tratada a Educação Ambiental fica relegada ou, ainda não foi adotada, pela escola e pelos educadores ambientais. O publico é notório que a Educação Ambiental é – timidamente, desenvolvida nas escolas, estando na maioria das vezes ausente das práticas adotadas pelos educadores, não obstante algumas atividades é um tema não-defenido e desordenado dentro dos conteúdos programáticos escolares, com ações isoladas. Verifica-se um projeto tênuo aqui ali, envolvendo os alunos – muitas vezes, apenas para complementação de carga horária. Atividades esporádicas: realização de reciclagem de lixo, abordando a economia da água, da energia, enfim, ações fragmentadas e diluídas dentro dos currículos escolares, em detrimento de programas amplos e integrados às diversas disciplinas dos currículos curriculares e seus conteúdos programáticos.

A Escola não é envolvida plenamente na temática Meio Ambiente e Sustentabilidade, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) dizem que à escola tende-se a trabalhar o tema Meio Ambiente, mas isto não vem ocorrendo em Instituições Escolares. A Educação Social que o individuo recebe é ser “treinado” para serem consumidores úteis, egocêntricos e ignorar as consequências ecológicas dos seus atos. (DIAS, 1991).