quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Brasil é país do Bric que menos protege florestas

O estudo Um Resumo do Status das Florestas em Países Selecionados, divulgado nesta terça-feira, 23/11, pelo Imazon - Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia e pela Proforestapontou que, quando o assunto é o combate ao desmatamento e a recuperação de áreas florestais degradadas, o Brasil está atrás da China, Rússia e Índia. 

De acordo com o relatório, nosso país segue uma tendência de aumento na devastação das matas e nos últimos 60 anos reduziu sua cobertura florestal de 76% para 56%, enquanto as outras três nações do Bric já superaram a fase de desmatar em nome do crescimento econômico e, agora, apresentam números de reflorestamento

Na Rússia, a cobertura florestal aumentou cerca de 15% nas últimas seis décadas e o mesmo aconteceu na China e na Índia, que tiveram, respectivamente, crescimento de 10% para 22% e 22% para 23% na cobertura de matas. 

Segundo o estudo, as principais diferenças entre o Brasil e os outros três países do Bric é a falta de incentivos do governo para a recuperação ambiental e a ausência de novas leis ambientais, mais modernas, que protejam as matas e incentivem o reflorestamento. 

O relatório Um Resumo do Status das Florestas em Países Selecionados - que ainda analisou a situação das florestas em outros sete países, como EUA e Alemanha - está disponível, gratuitamente, em português. 



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Povos Tradicionais de Terreiros

Secretaria de Cidadania Cultural divulga selecionados para I Oficina Nacional

 

Foi divulgado na terça-feira, 8 de novembro, o resultado dos selecionados para participar da I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros. O evento, realizado pelo Ministério da Cultura, acontecerá de 27 a 30 de novembro, em São Luís, capital do estado do Maranhão. Foram abertas 140 vagas exclusivas para representantes de Povos Tradicionais de Terreiros, sendo 40 para participantes do Maranhão e 100 para pessoas de outros estados do país. Foram reservadas também vagas para gestores públicos e acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins.

Destas 100 vagas para outros estados uma foi selecionada para o professor Cleyton Araújo de Natal/RN, que é representante da sociedade civil e faz parte da religião de Matriz Africana da cidade do Natal.

A oficina é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), além da Comissão Nacional de Povos de Terreiros, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA), a Secretaria da Igualdade Racial do Maranhão (SEIR/MA)  e a Prefeitura de São Luis (FUNCMA). "Irei representar bem o segmento Afro nesta oficina pois fui o único jovem a ser selecionado e ganho respaldo para o próximo ano (2012) irei estar recebendo meu titulo de egbamo (baba Lorixá) daí poderei implantar políticas publicas e combate a pobreza e desigualdade nos povos de terreiros do RN". Afirma o professor Cleyton após saber de sua seleção. 





quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Povos Tradicionais de Terreiros

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2011/10/oficina-povos-de-terreiro-maior-268x300.jpg

Secretaria de Cidadania Cultural divulga selecionados para I Oficina Nacional

Foi divulgado na terça-feira, 8 de novembro, o resultado dos selecionados para participar da I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros. O evento, realizado pelo Ministério da Cultura, acontecerá de 27 a 30 de novembro, em São Luís, capital do estado do Maranhão. Foram abertas 140 vagas exclusivas para representantes de Povos Tradicionais de Terreiros, sendo 40 para participantes do Maranhão e 100 para pessoas de outros estados do país. Foram reservadas também vagas para gestores públicos e acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins.

Destas 100 vagas para outros estados uma foi selecionada para o professor Cleyton Araújo de Natal/RN, que concorreu com o edital lançado pelo Ministério da Cultura ele é representante da sociedade civil e faz parte da religião de Matriz Africana da cidade do Natal.

A oficina é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), além da Comissão Nacional de Povos de Terreiros, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA), a Secretaria da Igualdade Racial do Maranhão (SEIR/MA) e a Prefeitura de São Luis (FUNCMA).

“Irei representar bem o segmento Afro nesta oficina pois fui o único jovem a ser selecionado e ganho respaldo para o próximo ano (2012) irei estar recebendo meu titulo de egbamo (baba Lorixá) daí poderei implantar políticas publicas e combate a pobreza e desigualdade nos povos de terreiros do RN”. Afirma o professor Cleyton após saber de sua seleção.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

David de Rothschild, na Amazônia, questiona Belo Monte

Depois de atravessar o Oceano Pacífico a bordo do catamarã Plastiki, feito de garrafas PET, o ambientalista e aventureiro David de Rothschild começa agora uma nova expedição aqui no Brasil. Nas próximas semanas, o inglês vai viajar pela Floresta Amazônica e mostrar, por meio da arte, que impacto a construção da Usina de Belo Monte terá sobre a região.

Em 2010 David de Rothschild e a equipe do projeto Plastiki cruzaram o Pacífico, saindo de São Francisco, nos Estados Unidos, e após 130 dias, chegaram a Sidney, na Austrália (leia os postsPlastiki: o barco sustentável de garrafas PET, Barco de PET conclui travessa do Pacífico do Blog da Redação. O catamarã, feito totalmente com material reciclado, fazia parte de um projeto para alertar o homem sobre a poluição marítima. Rothschild já participou de outras expedições, entre elas para o Ártico e a Antártica para chamar a atenção sobre a sobrevivência dos ursos, e em 2007, o ecologista esteve no Equador, onde viu de perto os efeitos que o lixo tóxico causa às populações indígenas e ao meio ambiente.

Essa semana, Rothschild inicia uma jornada pela região do rio Xingu, na Amazônia. A expedição que faz parte do projeto ARTiculate, do movimento MYOO*, reúne arte, ecologia e aventura. A ideia é viajar pela floresta e discutir mais sobre o impacto que a construção da Usina de Belo Monte trará sobre a região. Junto com a organização não-governamental Amazon Watch*, David de Rothschild quer refletir com as crianças das comunidades locais sobre os impactos da usina, em Belo Monte. A intenção é criar imensas instalações de arte que representem a biodiversidade dessa região amazônica, que provavelmente será perdida após a inundação da área. O foco do estudo será "What is lost?".

Durante a visita ao Brasil, David de Rothschild também fará parte do Festival SWU, que acontecerá em Paulínia, São Paulo. O ecologista inglês será um dos palestrantes do II Fórum Global de Sustentabilidade SWU, no dia 14 de novembro.

50 AÇÕES PELO PLANETA

1. TAMPE SUAS PANELAS ENQUANTO COZINHA
Parece óbvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.

 

2. USE UMA GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA GELADA
Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros . Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira.

 

3. APRENDA A COZINHAR EM PANELA DE PRESSÃO
Acredite, dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc. Muito mais rápido e economizando 70% de gás.

 

4. COZINHE COM FOGO MÍNIMO
Não adianta! Por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.

 

5. ANTES DE COZINHAR, RETIRE DA GELADEIRA TODOS OS INGREDIENTES DE UMA SÓ VEZ
Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc…

 

6. COMA MENOS CARNE VERMELHA
A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado (ou de porcos)? Pois é: metano, um gás inflamável, poluente e mega fedorento. Além disso a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia, para produzir 1kg de carne vermelha são necessários 200 litros de água potável. 
O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

 

7. NÃO TROQUE O SEU CELULAR
Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia é necessidade. Trocar por um mais moderno para tirar onda?
Pense. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere trocá-la e descart a antiga adequadamente, encaminhando- a em postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus "gadgets" até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.

 

8. COMPRE UM VENTILADOR DE TETO
Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

 

9. USE SOMENTE PILHAS E BATERIAS RECARREGÁVEIS
É certo que são mais caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.

 

10. LIMPE OU TROQUE OS FILTROS O SEU AR CONDICIONADO
Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.


11.TROQUE SUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES POR FLUORESCENTES
Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

 

12. ESCOLHA ELETRODOMÉSTICOS DE BAIXO CONSUMO ENERGÉTICO
Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

 

13. NÃO DEIXE SEUS APARELHOS EM STAND BY
Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de stand by de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

 

14. CUIDADO ONDE COLOCA SUA GELADEIRA OU FREEZER

Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

 

15. DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS
O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo com que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

 

16. USE A MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇA SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS
Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

 

17. RETIRE IMEDIATAMENTE AS ROUPAS DA MÁQUINA DE LAVAR QUANDO ESTIVEREM LIMPAS.
As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo
assim muito mais energia elétrica.

 

18. TOME BANHO DE CHUVEIRO
E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

 

19. USE MENOS ÁGUA QUENTE
Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

 

20. PENDURE AO INVÉS DE USAR A SECADORA
Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

 

21. NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: RECICLE NO TRABALHO E EM CASA
Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Procure onde eles estão perto da sua casa. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

 

22. FAÇA COMPOSTAGEM
Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

 

23. REDUZA O USO DE EMBALAGENS
Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

 

24. COMPRE PAPEL RECICLADO
Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum e poupa nossas florestas.

25. UTILIZE SUA SACOLA PARA AS COMPRAS
Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve sua sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

 

26. PLANTE UMA ÁRVORE NO JARDIM DE SEU EDIFÍCIO
Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

 

27. COMPRE ALIMENTOS PRODUZIDOS NA SUA REGIÃO
Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

 

28. COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS
Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.

 

29. COMPRE ORGÂNICOS
Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional" ? 
Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.

 

30. ANDE MENOS DE CARRO
Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

 

31. NÃO COLOQUE BAGAGEM EM CIMA DO CARRO
Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro cheio gasta 10% a mais de combustível, 
devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

 

32. MANTENHA SEU CARRO REGULADO
Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante.
Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

 

33. LAVE O CARRO A SECO
Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.

 

34. QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. 
Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carro potente para ficar parado no congestionamento.

 

35. USE O TELEFONE OU A INTERNET
A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar ? Usar o telefone ou skype pode evitar o stress, economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

 

36. VOE MENOS, REÚNA-SE POR VIDEOCONFERÊNCIA
Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

 

37. ECONOMIZE CDS E DVDS
CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos) ? Utilize mídias regraváveis, como CD- RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.

 

38. PROTEJA AS FLORESTAS
Por anos os ambientalistas foram vistos como "eco-chatos". 
Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

 

39. CONSIDERE O IMPACTO DE SEUS INVESTIMENTOS
O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

 

40. INFORME-SE SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ CONTRATA
Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras 
para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro acionada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

 

41. DESLIGUE O COMPUTADOR
Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo 
e o monitor por até quinze minutos.

 

42. CONSIDERE TROCAR SEU MONITOR
O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo ? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

 

43. NO ESCRITÓRIO, DESLIGUE O AR CONDICIONADO 
UMA HORA ANTES DO FINAL DO EXPEDIENTE
Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que representa quase um mês de economia no final do ano. 
Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

 

44. NÃO PERMITA QUE AS CRIANÇAS BRINQUEM COM ÁGUA
Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

 

45. NO HOTEL, ECONOMIZE TOALHAS E LENÇOIS
Use o bom senso… Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Em alguns hotéis o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 2 dias já está de bom tamanho. Mesma coisa para os lençóis.

 

46. PARTICIPE DE AÇÕES VIRTUAIS
A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

 

47. INSTALE UMA VÁLVULA REGULÁVEL NA SUA DESCARGA
Já existem válvulas que regulam a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

 

48. NÃO PEÇA COMIDA PARA VIAGEM
Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

 

49. REGUE AS PLANTAS À NOITE
Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação e também evita choques térmicos 
que podem agredir suas plantas.

 

50. VÁ DE ESCADA
Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

NOTA do GT de Juventude FBOMS ao Senado brasileiro sobre as alterações no Código Florestal


NOTA do GT de Juventude FBOMS ao Senado brasileiro sobre as alterações no Código Florestal

Brasília, 7 de Novembro de 2011



Nós, membros e membras do Grupo de Trabalho (GT) de Juventude do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBOMS), viemos apresentar algumas questões sobre os posicionamentos dos Senadores quanto ao Projeto de Lei 30/2011, aprovado na Câmara e agora em tramitação no Senado, que visa à alteração do Código Florestal.


O FBOMS é um fórum composto por cerca de 600 entidades com atuação nacional e local em prol do desenvolvimento sustentável e do fortalecimento da sociedade civil brasileira e realiza a interlocução da sociedade em espaços como a Comissão Nacional para Rio+20, o Comitê Facilitador da Sociedade Civil e o Conselho Nacional de Juventude. O FBOMS foi articulado em torno dos processos da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco92) e desde o final da década de 1980 atua na organização e mobilização da sociedade para convergência de uma plataforma política, crítica aos atuais modelos de desenvolvimento, produção e consumo e pautando Sociedades Sustentáveis.


O FBOMS atua por meio de Grupos de Trabalho, entre eles o GT de Juventude. As juventudes do FBOMS vêem com enorme preocupação o projeto de Lei que altera o Código Florestal. Ao mesmo tempo em que o Brasil se prepara para ser a sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) – onde serão debatidos importantes acordos e temas que permeiam e apontam os caminhos para o Desenvolvimento Sustentável do Planeta – o Congresso Nacional está em vias de aprovar uma lei que coloca o futuro das florestas brasileiras em risco, colocando também em jogo o futuro das novas gerações.


Essas alterações não atendem aos interesses populares, pelo contrário, servem aos interesses das elites econômicas. Na mais rasa das análises, o processo político de proposição dessas alterações e o diálogo com os diversos setores sociais são insuficientes e dissonantes da complexidade política e social brasileira – tão pouco são esperados do governo condutor do projeto político que tanto avançou a democracia participativa no Brasil.


Confundem-se as noções de qualidade e quantidade, sob a égide do desenvolvimento sustentável, que aponta como rumo o crescimento econômico desenfreado e o uso à exaustão dos recursos naturais. É preciso que a agenda financeira seja superada pelos reais interesses e necessidades do povo brasileiro, como diretrizes para condução das ações do governo federal e para consolidação das políticas públicas nacionais, na direção de sociedades sustentáveis.


O Código Florestal é a principal forma de regulação de uma ampla gama de atividades econômicas, em direto contato com a exploração dos recursos naturais e, em geral, ligados à exploração do trabalho.


Fortalecer a agenda financeiro-elitista do projeto desenvolvimentista, em detrimento das agendas populares e do diálogo com a sociedade, é afastar o povo do processo de amadurecimento democrático brasileiro e privá-lo do acesso à justiça e a seus direitos – a luta contra as mudanças no código florestal, além de uma luta ambientalista, deve ser compreendida como uma luta pela soberania popular e dos valores democráticos.


O relaxamento das legislações e normas somado ao afastamento da sociedade das decisões políticas se tornará a dissolução da soberania nacional. Isto em conjunção com a internacionalização dos mercados, das economias e da governança, proposta pelo processo oficial da Rio+20 e reforçada pela posição do governo brasileiro no processo oficial da conferência, entrega à mercantilização a vida e os recursos essenciais à sua existência.


Desejamos lembrar aos senhores e às senhoras dos compromissos que todos devemos ter em dar voz às futuras gerações nos processos de tomada de decisão, às  gerações que ainda virão e ainda não tem como se manifestar, às pequenas e pequenos agricultores contrários a estas mudanças propostas do Novo Código, à sociedade Brasileira, que têm se manifestado incansavelmente em defesa do patrimônio natural do Brasil, às considerações dos cientistas que estão se opondo às mudanças mais drásticas do Código e a todos aqueles e todas aquelas que morreram defendendo nossas florestas – Como Chico Mendes, Dorothy Stang, Zé Castanha, Maria do Espírito Santo e tantos outros que ainda sofrem ameaças diárias por defender nossas florestas.


Não queremos esmolas, uma diminuição nos retrocessos aqui, outra dali. Nós queremos construir um modelo de desenvolvimento para o país que atenda às necessidades reais das populações, baseado no equilíbrio ambiental, social e econômico. Queremos maior proteção às matas nativas, tecnologia para a produção sustentável no campo, recomposição de áreas degradadas – sustentabilidade na prática. Um código florestal que veja como harmônico e complementar a agricultura e a proteção ao meio ambiente, não este retrocesso que opõe produção de alimentos e proteção florestal - queremos isto não somente no discurso, como também na prática na forma de leis e políticas públicas reais. Somos contrários à mercantilização da vida, dos seres e dos recursos naturais.


Desta maneira, conclamamos a responsabilidade de vocês de não negociarem nossas florestas por conta de interesses imediatistas. Queremos o compromisso dos senhores e das senhoras, que nos representam, em estar ao lado da sociedade brasileira para combater os retrocessos e lutar pelos avanços na transição para um modelo sustentável de desenvolvimento – que é a verdadeira função de um Senador da República.


Atenciosamente.

GT de Juventude FBOMS





sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ONU detalha as mudanças ambientais dos últimos 20 anos

04/11/2011   -   Autor: Fabiano Ávila   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/PNUMA

Relatório do PNUMA descreve as transformações que o planeta passou nas últimas duas décadas, incluindo dados populacionais, de biodiversidade e sobre o aquecimento global, com o objetivo de servir de base para os debates na Rio+20.


A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), agendada para o mês de junho de 2012, será precedida pela publicação de diversos estudos e relatórios que devem facilitar às delegações dos países participantes a entender melhor o que está em jogo e o que precisa ser feito para a conservação ambiental do planeta.
Possivelmente, o mais importante documento a ser divulgado antes da Rio +20 será o "Panorama Ambiental Global-5" (Global Environmental Outlook-5 ou, simplesmente, GEO -5). Preparado pelo PNUMA, o GEO-5 será publicado em maio do ano que vem e trata-se da maior compilação de dados sobre a condição atual dos ecossistemas terrestres já realizada.
Nesta semana, o PNUMA divulgou uma parte deste esforço, um relatório intitulado "De olho no meio ambiente em mutação: Do Rio à Rio+20".
Através de dados, gráficos e imagens de satélite, o documento oferece informações sobre uma série de questões-chave: população, mudanças climáticas, energia, eficiência no uso de recursos, florestas, segurança alimentar, uso do solo e água potável; com exemplos que vão desde o derretimento de geleiras no oceano Ártico até as novas tendências no uso de energia.
 "O relatório nos leva de volta ao nível básico, destacando desde o rápido acúmulo de gases de efeito estufa até a erosão da biodiversidade e o aumento de 40% no uso dos recursos naturais — mais rápido do que o crescimento da população global. Mas o relatório também mostra o modo como, quando há uma reação, é possível alterar drasticamente a trajetória de tendências perigosas que ameaçam o bem-estar humano — as iniciativas para acabar com produtos químicos que prejudicam a camada de ozônio compõem um exemplo vivo e poderoso", afirmou Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA.

Panorama

Sobre a população, o documento destaca que chegamos aos sete bilhões e que o número de pessoas vivendo em áreas urbanas aumentou 45% desde 1992. A quantidade de megacidades com mais de 10 milhões de habitantes passou de 10 para 21. Apesar do número de pessoas vivendo em favelas ter diminuído em quase 15%, cerca de 1,4 bilhão de seres humanos ainda não tem acesso à eletricidade.
O cenário também não é positivo para as mudanças climáticas, uma vez que foi registrado um aumento contínuo no uso de combustíveis fósseis e nas emissões de gases do efeito estufa mundiais. Globalmente as emissões subiram 36% entre 2002 e 2008, passando de 22 bilhões de toneladas para mais de 30 bilhões. Mais de 80% dessas emissões são provenientes de apenas 19 países.
Segundo o PNUMA, praticamente todas as geleiras do planeta vem sofrendo um processo de retração e desaparecimento, que resulta no aumento do nível dos oceanos e em impactos para os ecossistemas. O nível dos oceanos subiu cerca de 2,5mm por ano desde 1992.
Outra preocupação com os mares é a crescente acidez. Entre 1992 e 2007 o pH caiu de 8.11 para 8.06, o que afeta os animais marinhos e principalmente corais, que correm o risco de desaparecer até o fim do século.
Com relação às florestas, a taxa de desmatamento sofreu uma queda, porém o mundo perdeu mais de 300 milhões de hectares desde 1990. Aproximadamente 13 milhões de hectares foram perdidos anualmente entre 2000 e 2010, essa marca foi de 16 milhões de hectares na década anterior.
Os dados para as espécies são também ruins, com mais de 12% da biodiversidade sendo perdida em nível global nos últimos 20 anos. A situação é pior nos trópicos, onde a porcentagem é de 30%.
Quase 20% dos vertebrados estão ameaçados, sendo que os anfíbios são os mais vulneráveis, com 41% das espécies em risco. Segundo dados da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), aproximadamente 25% das espécies de plantas também correm risco de desaparecer.
Nem tudo são números negativos no relatório do PNUMA. As energias renováveis apresentaram um grande crescimento, chegando a responder por 16% da geração global em 2010.
Devido à queda nos preços e políticas de incentivo, o uso do biodiesel cresceu 300.000% nos últimos 20 anos, a energia solar 30.000%, a eólica 6000% e os biocombustíveis 3500%.
Os investimentos no setor dispararam, tendo alcançado em 2010 a marca de US$ 2,11 bilhões, 32% a mais do que 2009 e cerca de cinco vezes mais do que em 2004.

Caminhos para soluções

O relatório destaca alguns avanços desde 1992 para melhorar a situação ambiental. Reconhece principalmente o crescimento da noção da economia de baixo carbono e as ferramentas que surgiram para incentivá-la.
A reciclagem, por exemplo, já é uma prática comum em muitos países e o uso eficiente dos recursos naturais e da eletricidade virou um dos objetivos de companhias em todo o mundo.
Ferramentas como os mercados de carbono, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e outras formas para financiar ações climáticas e ambientais foram criadas desde a Eco92 e vem ganhando força.
A produção orgânica de alimentos e os selos de garantia de sustentabilidade se popularizaram e hoje são importantes opções para os consumidores conscientes.
O PNUMA acredita que a Rio+20 é a oportunidade ideal para que os países se comprometam a seguir esses caminhos que levam rumo o desenvolvimento sustentável.
"A Rio+20 pode garantir o impulso necessário para que a economia verde entre de vez nos programas de governo e da iniciativa privada. O desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza devem ser os grandes objetivos a ser alcançados pelas lideranças no Rio de Janeiro", concluiu Steiner.