sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quem vai reger o ano de 2012?

Osalá *

Yemanjá.


Osum.


Cheio de ações em criação, harmonia, conquistas, fecundidade, amor, paixão, multiplicidade, força intelectual e principalmente a sabedoria.
Essas são as forças que irão reger o ano de 2012 isso por os Orisás que governam essas energias irão estar regendo 2012.
Osalá, Yemanjá e Osum rege o novo Odum (ano) simbolizando principalmente a inovação, força na família e sucesso nos trabalhos intelectuais, pois Osalá junto a Yejanjá formam um ciclo familiar pois ele é o grande pai criador de todas as coisas e ela a grande mãe. Já Osum é a deusa da fertilidade, amor e beleza.
Osalá é o mais importante e elevado deus Yorubano, de sua união com Yejanjá e Nanà nasceram a maioria dos outros orisás. Senhor do silêncio, do vácuo frio e calmo, onde as palavras não podem ser ouvidas. Toda a massa de ar densa e fria pertence a Osalá sendo a céu e a atmosfera seu elemento natural.
Yemanjá é a grande mãe de Ori (cabeça) seu nome significa mãe dos filhos-peixe. tem o domínio das profundezas das águas, de onde emerge para atender seus devotos, principalmente a smulheres que atribuem a elas poderes que favorecem a fertilidade e a fecundidade. É maternal, delicada estar sempre pronta para amamentar as crianças.
Osum dona das águas doces, senhora da fertilidade, da gestação e do parto, cuida dos recém-nascidos, levando-os com suas águas e folhas refrescantes. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente. Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer. Coquete e vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual e exibicionista, consciente de suas rara beleza, e se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos.

* A pessoa vestida com Osalá acima é Cleyton Araújo.





sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Espírito Santo terá primeiro bairro sustentável

Será construído um bairro solar no Espírito Santo. O projeto de quatro mil casas e 240 apartamentos em um conjunto habitacional com 15 prédios será implantado no município da Serra, na Grande Vitória. Em abril duas mil casas já devem ser entregues.

A promessa de entregar metade das casas já em abril tem condições de ser cumprida, pois de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento do estado alguns passos, como por exemplo, a instalação de painéis solares para aquecimento de água que possibilitam a substituição dos chuveiros elétricos, já foram dados.

Segundo o diretor geral da agência de serviços públicos de energia do Espírito Santo, Luiz Fernando Schettino, o chuveiro é responsável por 10% do consumo nacional de energia elétrica. "Além da economia que esses painéis vão proporcionar, principalmente nos horários de pico, essa energia poderá ser utilizada em outras coisas", afirma.

Para incentivar o uso racional e seguro da energia elétrica, a EDP Escelsa, uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do Espírito Santo, investirá R$ 25,3 milhões em ações, sendo que 15% desse total serão usados no desenvolvimento do condomínio e do bairro solar.

O projeto será lançado apenas em dois barros, na Serra e em Cariacica, porém Schettino afirma que há pretensão da ideia ser implementada no interior do estado capixaba e outros projetos pilotos devem ser testados em bairros carentes.

A escolha dos bairros foi feita com base em estudos e cadastros que levou em conta a renda familiar e a capacidade das casas em suportarem os materiais.




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

AJCS realiza Seminário "As Cidades Sustentáveis e seus Desafios

Na manhã da ultima quinta-feira (15) Lideranças Comunitárias, Estudantes de Gestão Ambiental, Professores e Políticos da esfera Ambiental
reuniram-se na Câmara Municipal do Natal mais precisadamente no auditório da Escola Miguel Arrais para debatestes e discussões sobre a Sustentabilidade nas Cidades,
em especial a Natal. O Seminário "As Cidades Sustentáveis e seus Desafios" é uma realização da Associação de Juventudes Construindo Sonhos- AJCS em parceira com Fundação Verde
Herbert Daniel e tem a missão de forma lideres em defesa da temática Sustentável nas cidades.
"Os debates foram bastantes produtivos e contribuíram bastantes nas ideias do que é sustentabilidade e o mais importante que idealizou atitudes entro os participantes como as lideranças comunitárias
que estão em contato direto com a comunidade que é quem mais agride e é agredida falando em Meio Ambiente". Destaca Valdilon Silva jovem do curso de Gestão Ambiental da UnP.

O Próximo Seminário a ser realizado pela AJCS é focado nos Jovens de Comunidades Tradicionais do RN, é terá como objetivo a formação de um segmento institucionalizado e politicamente equilibrado e capacitado em defender seus direitos sociais.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Seminário as Cidades Sustentáveis e seus Desafios

A Associação de Juventudes Construindo Sonhos - AJCS com o patrocínio

da Fundação Verde Herbert Daniel estará realizando amanhã (15) o Seminário

Estadual as Cidades Sustentáveis e seus Desafios.

O objetivo do Seminário é fortalecer nos munícipes da cidade do Natal

a importância do equilíbrio entre progresso de uma metrópole e respeito ao Meio Ambiente.

Para Cleyton Araújo Coordenador de Comunicação da AJCS o mais impostante no progresso de

crescimento de uma cidade é o progresso ecológico da mesma, que possa estar contribuindo para

a sadia qualidade de vida de todos e todas que ali moram.

O evento vai ser presidido por José Carlos Presidente Financeiro da Fundação Herbert Daniel e ocorrerá

na Camará Municipal do Natal - Auditório da Escola Miguel Arrais - piso 3º as 09 horas.








E as escolas, vão mesmo usar o mapa para nos conhecer?

Essa foi a pergunta que mais se fazia nos bastidores do pré-lançamento do Mapa da Cartografia Social dos Afro-religiosos de Belém, que aconteceu no dia 11 de dezembro no auditório do IPHAN em Belém. 
Foi a pesquisadora Camila do Vale, professora da UFRRJ, quem apresentou o projeto que identificou mais de 3 mil terreiros nas cidades de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara e Santa Isabel. Ela falou do levantamento detalhado dos espaços sagrados - templos, casas, terreiros, tendas, searas, e outras denominações, além da identificaçnao dos locais de coleta de folhas nas matas e de compra de ervas, locais onde a realização de ritos religiosos são tensas e que identificou até as situações de conflitos e intolerância religiosa. Ela apresentou a "Cartografia Social dos Afro-religiosos em Belém do Pará, religiões afro-brasileiras e ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade" como um documento que dá visibilidade às comunidades tradicionais de terreiros das nações presentes na capital paraense, e que poderá ser uma referência para a construção de políticas públicas específicas para a afirmação dos povos tradicionais de terreiros.  
O auditório estava lotado de Lideranças de Terreiros, que contrariaram a expectativa pessimista que considerava que seria difícil reunir um grupo representativo num domingo de plebiscito no Estado do Pará. Pois o que aconteceu foi exatamente o contrário da previsão pessimista, e o que vimos foi a presença maciça de Mães, Pais, filhos, simpatizantes e pesquisadores prestigiando o Pré-lançamento do Mapa dos Terreiros da zona metropolitana de Belém. 
A previsão é que o livro e o Mapa sejam lançados no dia 18 de março – dia dedicado às religiões afro-brasileiras em Belém e no Pará -, pois é o dia que se celebra a memória da luta de Mãe Doca pela realização dos rituais de Tambor de Mina em Belém no século passado. Camila ainda disse que pesquisa aquilo que ela não sabe, e que se soubesse não precisaria pesquisar, e com essa reflexão salientou a participação de lideranças de cada uma das nações representadas no mapa: Angola, Jeje Savalu, Ketu, Mina Jeje Nagô, Umbanda e Pajelança, atribuindo à essas lideranças o papel fundamental de decisão sobre as informações reunidas e os resultados da pesquisa. 






Mametu Nangetu foi a primeira das lideranças de terreiros que coordenou a pesquisa a falar, e disse que o trabalho 
com a Nação Angola foi gratificante porque lhe deu a oportunidade de visitar os terreiros e conhecer mais profundamente as condições de vida de seu povo. Lembrou a distinção com que foi recebida em cada casa de culto e reafirmou a importância de sabermos quem nós somos e onde estamos, e terminou fazendo referência à necessidade de afirmação da identidade afro-religiosa para a visibilidade dos terreiros e para o combate à intolerância religiosa. 

Mãe Nalva d'Oxum, Mãe Vanda de Rompe Mato e Babá Tayando deram seqüência aos discursos das lideranças de terreiros coordenadores da pesquisa, reafirmando a importância dos resultados do projeto para a difusão de conhecimento sobre as práticas religiosas de matrizes africanas na Amazônia. O evento também abrigou o lançamento do livro "Interdisciplinando a Cultura na Escola com o Jongo", de autoria de Lúcio Sanfilippo, que trouxe uma outra experiência de pesquisa do patrimônio imaterial afro-brasileiro e sua aplicação prática nas escolas, em sintonia com a Lei 10.639/2003. 

E com a divulgação do trabalho sobre o jongo e sua utilização nas escolas, soou o eco da pergunta que circulava silenciosa entre os presentes: os professores das escolas vão mesmo utilizar os documentos da religiosidade afro-amazônicas para difundir o conhecimento sobre os povos de terreiros, ou o preconceito e a intolerância religiosa ainda vai tentar confinar este mapa em prateleiras e arquivos escondidos nos fundos das bibliotecas.... 
E se o preconceito existe pelo desconhecimento, quanto mais publicações e acesso à elas, melhor! E em breve poderemos ver esses documentos também disponíveis para download na internet.

Texto e fotos de Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar - Instituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.

Diretoria de Projetos

Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolviemnto Social/ Ponto de Mídia Livre.

Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua.
Belém do Grão-Pará.
66.087-490
91-32267599



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Partidos Verdes das Américas se reúnem em Natal

A Federação dos Partidos Verdes das Américas – FPVA – fará sua reunião anual em Natal (RN) nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, sob a coordenação de Marco Antonio Mroz, Secretário Nacional de Relações Internacionais do Partido Verde e co-presidente da entidade. No encontro, os Verdes irão discutir os preparativos para o 3º Global Greens (encontro mundial dos Verdes), que será realizado em Dakar, capital do Senegal, em maio de 2012. Também na pauta dos debates, a posição da FPVA na Rio + 20, em junho.
Já confirmaram presença os delegados da Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicarágua, Peru, República Dominicana e Venezuela, além do representante do Partido Verde Europeu, Juan Behrend .
O evento será no salão de convenções do Hotel Pirâmide Natal Resort e Convention (Av. Senador Dinarte Maris, 171 – Via Costeira e terá como anfitriã a prefeita de Natal Micarla de Souza (PV).
Contatos com a imprensa: Mara Prado (11) 9954-4732 maraprado@uol.com.br



PROGRAMAÇÃO
Dia 8/12
19 horas – Coquetel de boas vindas com a presença da prefeita de Natal Micarla de Souza (evento restrito aos delegados)
Dia 9/12 – eventos abertos
10 horas – Abertura
10h30 – Os Verdes e a Rio +20
11h30 – Os Verdes e o 3º Global Greens – Maio/Dakar
Das 13 às 14 horas – Almoço – livre
14 horas – Relato das últimas eleições de cada país e perspectivas para 2012
17 horas – Uma Natal mais verde e sustentável – Micarla de Souza
Dia 10/12
Das 9 às 14 horas – Reunião da Federação dos Partidos Verdes das Américas (evento restrito aos delegados)



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ministra participou do último dia da Oficina Nacional, em São Luis

Povos de Terreiros

Ministra participou do último dia da Oficina Nacional, em São Luis

Depois de três dias de reuniões, discussões, debates, rodas de conversas, exibições de filmes, grupos de trabalho e apresentações de manifestações de cultura popular com grupos afro-maranhenses, terminou nesta quarta-feira, 30, em evento realizado no Teatro João do Vale, centro histórico de São Luís (MA), a I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas para Povos de Terreiro.

A Oficina, realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) e pela Comissão Nacional de Povos de Terreiros, contou, no seu último dia, com a presença da ministra Ana de Hollanda, que prestigiou o evento ao lado da secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg.

A ministra Ana recebeu das mãos do Babalorixá Rui do Carmo e da Mãe Lúcia de Oiá os documentos elaborados após o processo de discussão dos grupos de trabalho, com sugestões e reivindicações para melhorias e reconhecimento das políticas públicas para os povos de terreiros e da juventude de povos de terreiros do Brasil.

Ao entregar o documento à ministra Ana, o Babalorixá destacou a presença de mulheres no comando de postos-chave dos governos como a oportunidade, finalmente, do país dedicar mais espaço e atenção à sua rica diversidade cultural.  "O povo do terreiro diz: quem sabe de mim sou eu e a minha história quem sabe contar sou. Esse documento, senhora ministra, relaciona nossas dores e nossas angústias e ainda o nosso objetivo em querer que a nação brasileira reconheça as legítimas reivindicações dos povos dos terreiros", disse Ruy do Carmo.
A ministra Ana destacou a soma de esforços do MinC e suas vinculadas no sentido de garantir a promoção da diversidade cultural como pilar da cidadania dos brasileiros. "Nosso objetivo é trabalhar os valores da cidadania dentro de uma perspectiva na qual o reconhecimento e exercícios das diversas manifestações culturais sejam considerados". Ana destacou ser o respeito à cultura do outro e a sua afirmação frente ao outro, que vai garantir a "vivacidade das matrizes culturais que compõem a cultura brasileira".
A ministra disse ainda que a realização da primeira Oficina Nacional voltada aos povos tradicionais de terreiro é "ação pioneira do Estado para o segmento", tendo sido viabilizada pela SCC/MinC para levantar subsídios em coletivo que garanta a proteção e promoção de suas tradições, reconhecendo seus ritos, mitologias, simbologias e expressões artístico-culturais.
A secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, agradeceu a todos os parceiros que contribuíram para a realização do evento. Márcia saudou os grupos culturais que se apresentaram ao longo do encontro e destacou a riqueza espiritual, estética e simbólica das apresentações mostradas.
Para a secretária, o caráter democrático da oficina representa também a necessidade do compartilhamento de responsabilidades, ao ressaltar que, diante da impossibilidade de levar a São Luís todas as pessoas interessadas em participar da elaboração da pauta de reivindicação dos povos tradicionais de terreiro, será necessário fazer uma  "chamada pública para que as pessoas presentes devolvam ao coletivo o resultado do trabalho".
Também estiveram presentes à cerimônia o secretário de estado da Cultura do Maranhão, Luis Henrique Bulcão, Kátia Bogéa, superintende regional do IPHAN/MA, Ana Amélia Mafra, Fundação Palmares, Claudett Ribeiro, secretária especial da Igualdade Racial do Maranhão, Silvany Euclênio Silva e da Secretaria de Políticas de Comunidades Tradicionais do Ministério da Igualdade Racial, Babalorixá Rui do Carmo Povoas (BA).