sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ministra participou do último dia da Oficina Nacional, em São Luis

Povos de Terreiros

Ministra participou do último dia da Oficina Nacional, em São Luis

Depois de três dias de reuniões, discussões, debates, rodas de conversas, exibições de filmes, grupos de trabalho e apresentações de manifestações de cultura popular com grupos afro-maranhenses, terminou nesta quarta-feira, 30, em evento realizado no Teatro João do Vale, centro histórico de São Luís (MA), a I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas para Povos de Terreiro.

A Oficina, realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) e pela Comissão Nacional de Povos de Terreiros, contou, no seu último dia, com a presença da ministra Ana de Hollanda, que prestigiou o evento ao lado da secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg.

A ministra Ana recebeu das mãos do Babalorixá Rui do Carmo e da Mãe Lúcia de Oiá os documentos elaborados após o processo de discussão dos grupos de trabalho, com sugestões e reivindicações para melhorias e reconhecimento das políticas públicas para os povos de terreiros e da juventude de povos de terreiros do Brasil.

Ao entregar o documento à ministra Ana, o Babalorixá destacou a presença de mulheres no comando de postos-chave dos governos como a oportunidade, finalmente, do país dedicar mais espaço e atenção à sua rica diversidade cultural.  "O povo do terreiro diz: quem sabe de mim sou eu e a minha história quem sabe contar sou. Esse documento, senhora ministra, relaciona nossas dores e nossas angústias e ainda o nosso objetivo em querer que a nação brasileira reconheça as legítimas reivindicações dos povos dos terreiros", disse Ruy do Carmo.
A ministra Ana destacou a soma de esforços do MinC e suas vinculadas no sentido de garantir a promoção da diversidade cultural como pilar da cidadania dos brasileiros. "Nosso objetivo é trabalhar os valores da cidadania dentro de uma perspectiva na qual o reconhecimento e exercícios das diversas manifestações culturais sejam considerados". Ana destacou ser o respeito à cultura do outro e a sua afirmação frente ao outro, que vai garantir a "vivacidade das matrizes culturais que compõem a cultura brasileira".
A ministra disse ainda que a realização da primeira Oficina Nacional voltada aos povos tradicionais de terreiro é "ação pioneira do Estado para o segmento", tendo sido viabilizada pela SCC/MinC para levantar subsídios em coletivo que garanta a proteção e promoção de suas tradições, reconhecendo seus ritos, mitologias, simbologias e expressões artístico-culturais.
A secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, agradeceu a todos os parceiros que contribuíram para a realização do evento. Márcia saudou os grupos culturais que se apresentaram ao longo do encontro e destacou a riqueza espiritual, estética e simbólica das apresentações mostradas.
Para a secretária, o caráter democrático da oficina representa também a necessidade do compartilhamento de responsabilidades, ao ressaltar que, diante da impossibilidade de levar a São Luís todas as pessoas interessadas em participar da elaboração da pauta de reivindicação dos povos tradicionais de terreiro, será necessário fazer uma  "chamada pública para que as pessoas presentes devolvam ao coletivo o resultado do trabalho".
Também estiveram presentes à cerimônia o secretário de estado da Cultura do Maranhão, Luis Henrique Bulcão, Kátia Bogéa, superintende regional do IPHAN/MA, Ana Amélia Mafra, Fundação Palmares, Claudett Ribeiro, secretária especial da Igualdade Racial do Maranhão, Silvany Euclênio Silva e da Secretaria de Políticas de Comunidades Tradicionais do Ministério da Igualdade Racial, Babalorixá Rui do Carmo Povoas (BA).




Um comentário:

  1. olha eu sentadinho na primeira fila do auditório.... na ultima foto.

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