quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O inicio para o Asé.

Sempre gostava quando ouvia falar no assunto, desde criança tinha uma enorme vontade de conhecer tudo aquilo, dentro de mim tinha a certeza que era meu caminho ou minha vida estava ligado ao mesmo.
Sempre perguntava as pessoas sobre algum terreiro perto e achava o máximo ver os curandeiros ou amigos da família que são do asé. Quando criança fui a uma festa de erè mais não entendi bem como era aquilo tudo.  
Na minha cidade tem uma estátua grande de Yemanjá na praia principal, ai eu ficava vendo as flores e tudo aquilo posto pelas pessoas.
Eu tinha na mente que existia varias forças da natureza e inclusive Yemanjá.
Bem família do meu pai, que nem era católica e nem era nada, não tinha problemas em perguntar algo sobre, mesmos assim nunca falei nada. Mais já a família da minha mãe tem a base toda evangélica e nem poderia me responder nada sobre o assunto.
E passei a infância e inicio da adolescência interessado em conhecer uma coisa que eu nem sabia como era, só ouvia falar em macumba ou catimbó, nem sabia o que era Orisá ou espíritos afins.
Pois bem, aos 16 anos de idade estava na tal praia (Praia do Meio) que tem a estátua de Yemanjá e por lá conheci alguém. Como papo foi curto e nem deu pra trocar contatos, fiquei curioso e um pouco afim "pra variar".
Tinha um amigo carnavalesco (que já foi para o Orum) que era do Candomblé, porém não conversava com ele sobre isso nem sabia a fundo sobre a vida dele.
Certo dia chego a casa do meu amigo carnavalesco, e vi que estava tendo uma fumaça cheirosa, ele me falo que eu não poderia entra na casa naquele momento, eu perguntei. "Estar defumando é?" Ele responde que sim e que depois eu passa-se por lá.
Naquele momento quem estava na casa era o homem que hoje é meu Pai de Santo. Pois bem, eu continuei indo a praia para ver se tinha um reencontro e nada. Foi ai que perguntei a meu amigo se ele era espírita, ele responde que sim, perguntando por quê? Solicito logo de cara a ele "me levar no centro que frequentas".
Eu tinha uma coisa para saber. Ele diz _que eu só menor e tinha minha família. Mas não teve jeito, acabei indo ao tal centro.
Chegando lá, super curioso encantei-me ao ver um simples ato de tirar os sapatos para entra no asé, e também achei bonito ver a Mãe de Santo bater paò.
Ai eu comecei a ver os toques de santo (sirès) e nunca tinha visto uma saída. 
Passando os tempos, p cara que estava dando o tal defumando na casa do meu amigo carnavalesco, recebe cargo de Egbòme um ano depois de ter conhecido tudo. Eu nunca tinha visto uma saída de santo.
Já estava super feliz, pois já tinha tirado minhas dividas sobre minha espiritualidade, já sabia que era do caminho. Faltava agora converte-se.
Super apaixonado pelo asé, eu fui o quarto yaò feito pelo Egbòmé (meu Pai).
Hoje tenho mais de sete anos de Asé e recentemente recebi do meu Vòódum a patente de Egbòmé. Então hoje com orgulho e um coração cheio de amor eu falo que só filho de Olissá (Osalufã).                                         
 Simmm a tal pessoa revi, mais não era pra mim.                            





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