quarta-feira, 17 de abril de 2013

Secretaria Nacional de Juventude chama entidades a aderirem à rede Juventude Viva

Como parte das ações do Plano Nacional de Prevenção à violência contra a Juventude Negra, a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) chama entidades e grupos interessados na situação de jovens negros no Brasil a aderirem à Rede Juventude Viva. O objetivo é agregar o maior número de atores de diferentes segmentos da sociedade para atuarem como mobilizadores do enfrentamento à violência contra jovens negros, os que mais são vítimas da violência no país. Para fazer sua adesão clique neste link.

"A ideia é que a rede possa funcionar para troca de informações de interesse para seus membros e de oportunidades de fortalecimento de suas ações na prevenção à violência com ampliação de direitos. Também deve funcionar como espaço de acompanhamento do processo de implementação do Plano Juventude Viva (PJV)", explica Fernanda Papa, coordenadora do Plano pela SNJ.

Segundo ela, além de estimular a participação e a mobilização de organizações, a rede também pretende divulgar conteúdos sobre as iniciativas do Plano, "com especial atenção à juventude negra dos 132 municípios que concentram os mais altos índices de homicídios contra jovens negros no país, e que são priorizados no PJV".

Apesar de ainda estar em fase de construção, a rede já conta com a adesão de cerca de 2.700 contatos entre grupos e organizações juvenis, profissionais da área de comunicação, organizações do movimento negro, pesquisadores, gestores de prefeituras, agentes do sistema de justiça, entre outros. Fernanda ressalta que o cadastramento de novos grupos tem caráter permanente e pode ser feito "a qualquer momento" no hotsite do plano. Para ler o convite de adesão, clique aqui.

A Juventude quer viver

O Plano Nacional de Prevenção à violência contra a Juventude Negra, também chamado de Plano "Juventude Viva" (PJV), foi implementado, inicialmente, em quatro municípios de Alagoas, em setembro de 2012, mas a proposta é expandi-lo para 132 cidades brasileiras, onde se registram altos índices de violência contra jovens negros e negras. Confira se sua cidade está na lista.

De acordo com Fernanda Papa, a previsão é que o Plano seja expandido para outros cinco estados ainda neste ano. Ela afirma que a execução em Alagoas tem sido "positiva" e que tem aumentado o interesse de diferentes prefeituras em aderir ao Plano Juventude Viva. "A mobilização já era forte e continua ativa na sociedade civil, que tem se mobilizado cada vez mais por um basta contra esta violência", informa, destacando ainda o compromisso das autoridades em assumir que a juventude negra deve ser priorizada pelas políticas de inclusão social.

Fernanda destaca o interesse pela Campanha Juventude Viva, "que chama atenção para a necessidade de superarmos a banalização da violência contra a nossa juventude, especialmente a negra, e de promovermos oportunidades para que os jovens exerçam e ampliem o acesso a seus direitos".

Fruto de uma demanda da sociedade civil e movimentos sociais, o Plano tem caráter interministerial, "o que é fundamental para a construção de seu sucesso", e é coordenado pela Secretaria Nacional de Juventude e pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). O PJV aborda quatro eixos: a desconstrução da violência, com campanhas, redes e discussões sobre o tema; a inclusão, emancipação e garantia de direitos; a transformação de territórios disponibilizando mais cultura e lazer; e o aperfeiçoamento institucional, voltado para o enfrentamento ao racismo e à discriminação.


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