segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cadastramento de pessoas com Doença Falciforme no Distrito Federal



A Fundação Hemocentro de Brasília lança na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, em parceria com a Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal – SEPIR-DF, a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme - ABRADFAL e a Universidade de Brasília – UNB, o primeiro cadastramento de pessoas com Doença Falciforme. A partir do cadastramento vai ser possível identificar quem são, onde estão e quantas são as pessoas com a Doença Falciforme no Distrito Federal.
Para o secretário da SEPIR-DF, "esta iniciativa é um passo importante para que se possa planejar e organizar políticas públicas para atender esta população que tem Anemia Falciforme".
A Doença Falciforme é uma das doenças hereditárias mais comuns no mundo e sua mutuação teve origem no continente africano. No Brasil devido a grande presença de afrodescendentes, a incidência de nascidos vivos com a doença no país é de 1 caso em cada 1 mil habitantes.
Segundo o coordenador de hematologia do Distrito Federal, Dr. Alexandre, desde 2005 o teste do pezinho passou a ser obrigatório nos recém-nascidos, "esta é uma forma de se detectar a doença desde cedo. A Anemia Falciforme é a doença genética mais conhecida no Brasil. Com esse cadastramento vai ser possível programar a compra de medicamentos, para que o paciente não fique sem atendimento".
Hoje o paciente com Doença Falciforme é atendido até os 18 anos no Hospital da Criança, depois desta idade ele passa para os hospitais da rede de saúde. Hoje o Hospital da Criança atende 812 pacientes .Para a Dra. Isis Magalhães, Diretora do HCB, "a idéia é que sejam criados ambulatórios de emergência e que se crie uma rotina de atendimento as pessoas com Doença Falciforme".
A Diretora-Presidente do Hemocentro, Dra. Beatriz Mac Dowell explicou que existem dois desafios a serem cumpridos, "o primeiro, é conseguir trabalhar em rede na interlocução do hospital com a emergência e o segundo é trazer tratamentos inovadores para os adultos e que eles tenham menos complicações".
O presidente da ABRADFAL, Elvis Silva, considera que é necessário um atendimento de urgência as pessoas com Doença Falciforme, "nós precisamos mostrar a estas pessoas que elas existem e que nós estamos trabalhando por elas e para elas".
O cadastro vai ser feito em duas etapas. A primeira presencial no Hemocentro, a pessoa com Doença Falciforme terá os dados de identificação inseridos no sistema. Na segunda etapa, o médico Hematologista, acrescentará todas as informações importantes do paciente, após uma avaliação clínica, citando inclusive, as medicações que o paciente usa habitualmente.
Para o diretor executivo do Hemocentro, Dr. Vilaça, é preciso trazer as pessoas com Doença Falciforme para dentro do sistema de saúde, "esta população não tinha voz, nós temos que resgatá-los , eles precisam e merecem a nossa atenção".
A previsão do Hemocentro é que sejam cadastradas mais de 2, 5 mil pessoas com a Doença Falciforme no Distrito Federal.


Nenhum comentário:

Postar um comentário