Por Que EA?

A educação tem como missão formar pessoas criticamente corretas.
*Cleyton Araújo

            Estamos vivendo tempos de crise Ambiental, utilização acelerada dos recursos naturais, o não ressarcimento dos mesmos, mudanças climáticas, aquecimento global, extinção de diversas faunas e desastres ecológicos impactantes. Nas ultimas décadas o crescimento desordenado das cidades a aceleração da economia em diversos setores e a não educação da população e o não respeito ao Meio Ambiente fizeram com que o planeta viesse a cair nesta crise Ambiental. 
            Sabe-se que a humanidade consome cerca de 25% de recursos naturais a mais da renovação da Terra, não tendo um equilíbrio de consumo, a população planetária cresce, em que a cada segundo nasce três habitantes no planeta. A população terráquea está crescendo em cem milhões de pessoas por ano, chegando hoje a ter cerca de seis bilhões de habitantes. Nas próximas décadas teremos mais de um bilhão de novos habitantes.
         O efeito estufa ou aquecimento global é um tópico marcante para as mudanças climáticas devastastes, provocando o derretimento das geleiras nos hemisférios Norte e Sul, aumento do nível de oceanos e mares, chuva acida em alguns continentes e o desaparecimento de reservas de água doce.
         Tudo isto provocado pela liberação desordenada de dióxido de carbono (CO²) pelas indústrias capitalistas que visam o lucro o desenvolvimento e a Mundialização. Indústrias que não respeitam o Meio Ambiente.
            O Protocolo de Kyoto estabeleceu que os países deveriam diminuir até 2012 a emissão de CO² na atmosfera. O mesmo não vem sendo respeitado principalmente pelas nações desenvolvidas ditas de primeiro mundo. Segundo o Guia Cidadão Sustentável (2008), toda a água doce que temos no planeta apenas 68,9% encontra-se nas geleiras, regiões montanhosas e calotas polares; 30% em aquíferos subterrâneos; 9% formando a umidade do solo e pântanos e apenas 0,3% em rios e lagos. 
            A água sendo um elemento natural não renovável sofre desperdício e desequilíbrios elevados, como falta de saneamento básico, rede coletora de esgotos, deficiência no abastecimento da água nas grandes cidades. Apenas 50% dos municípios brasileiros têm o abastecimento e a coleta de rede de esgotos regulados.
          Com a construção civil em ritmo acelerado elevando a urbanização, aumenta-se o número de habitantes das grandes cidades provocando metropolizações em diversas regiões do planeta. Os impactos ao solo, a utilização da água e a poluição da atmosfera passam a ser mais elevados.
           O planejamento urbanístico de uma cidade brasileira não é feito de acordo com seus recursos naturais disponíveis ou a renovação dos mesmos.
             Na década de 50 no Brasil viviam apenas 36,1% de brasileiros em cidades, em 2002 o número aumentou para 82% (Guia Cidadão Sustentável, 2008). Se um prédio e erguido em uma determinada localidade antes tem que ser feito um levantamento dos impactos ambientais causados, tais como o índice de dejetos jogados no solo, utilização de água potável, despejo de água servida no ambiente, agressões a atmosfera provocada por chaminés e uso de automóveis em grande massa.
            Tem-se uma média diária que 2 milhões de toneladas de lixo, distribuídos em resíduos domiciliares, comerciais e industriais são gerados pela população do mundo. Cada brasileiro produz um 1 kg de lixo por dia, provocando uma produção brasileira de 170 mil toneladas de lixo e vulneravelmente 76% é despejado em lixões a céu aberto nas grandes cidades.
            Os municípios Brasileiros somam um total de 5.564 cidades e apenas 39% destes tem aterros sanitários para o deposito de todo o lixo que não pode ser reciclado.
       Na Região Nordeste do Brasil de todos os resíduos produzido 75% e depositado inadequadamente. No estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, de todos os municípios e regiões há apenas dois aterros sanitários para o deposito adequado do lixo produzido pelos Potiguares, um na Região Metropolitana e outro na Região do Auto Oeste na cidade de Mossoró.
            Para trabalhar a reciclagem, governos, empresas e sociedade civil organizada têm que traçar cenários envolvendo e fomentando a sociedade para padrões de consumo, reutilizar materiais e trabalhar medidas de reciclagem.
       Implantar a coleta seletiva de lixo nas cidades gera um salto de qualidade de alta grandeza, alem de ajudar o Meio Ambiente, produz emprego e renda para a população envolvente.
          O Brasil recicla apenas 2% de todo o seu lixo criado, esse numero era para estar na casa dos 30%. Resíduos como o vidro que tem o tempo indeterminado para decompor-se na natureza não vem sendo trabalhado de tal forma sustentável, a procura pelos recicladores é mais por papel e plástico por darem menos trabalho no processo de reciclagem, já o metal (alumínio no caso) é o mais comercializado pela indústria de reciclagem por gerar mais lucro. Ou seja, ate em atitudes de Sustentabilidade o lucro estar por envolvente, desta forma não podemos salvar o planeta de desastres e desequilíbrio ambientais.
            As florestas desde o surgimento das cidades vêm sendo destruídas e desaparecendo do planeta, sabe-se que toda a flora contribui para a redução dos poluentes da atmosfera.
            A conurbação (processo de crescimento das cidades) é um grande fator de destruição das matas do planeta Terra, além da devastação por matérias primas e produção de carvão para a indústria e usinas de produção.                      
                        Outro agressor e o acelerado crescimento da agricultura e da pecuária ilegal nas florestas mundiais. 

Desde 2000, seis milhões de hectares de floresta primitiva são perdidos a cada ano. No atlântico Norte, nos últimos 50 anos, as espécies de peixe declinaram em cerca de 66%. No caribe, os recifes de corais diminuíram em 40%, nas três décadas passadas. Na Europa, mais da metade das espécies de plantas estão ameaçadas. (SENAC E EDUCAÇÃO AMBIENTAL, p 24. ano 2009).

            Do inicio do descobrimento do Brasil ou “invasão territorial” por parte das metrópoles Européias que as floretas Américo Latinas vêm sendo destruídas, e todo este processo deu-se início pela produção e conservação do capital de lucro.
            Segundo o Jornal Tribuna do Norte do estado do Rio Grande do Norte em reportagem divulgada em maio de 2010, mais de 20,8 mil hectares de Mata Atlântica – o equivalente a 130 Parques do Ibirapuera – foram desmatados entre 2008 e 2010 no Brasil. Toda esta devastação é provocada principalmente por empresas que julgar-se ter responsabilidade social para com as causas sociais e Ambientais.
      No século XVI a destruição das florestas Brasileiras na época da Colônia era principalmente para fins de venda no comercio exterior, passando a diante a destruição ganha forma na criação de área agrícola e criações de gado.
           O surgimento das cidades também vieram a acarretar a destruição de biomas e hoje o grande agressor dos biomas florestais Brasileiros é a indústria que cresce desordenadamente e a mesma não tem uma visualização do estado e nem uma vistoria firme das leis de proteção ambiental.
           Um país que tem a maior floresta e o maior rio do mundo, “Amazônia”, considerada pulmão no planeta não tem leis rígidas de Sustentabilidade e proteção Ambiental.
       Deste modo Instituições Sociais, Governos e a Sociedade Civil Organizada vêm mobilizando-se em prol da temática Sustentabilidade.
            A Escola como Instituição Social que é, tem toda a missão de abordar essas temáticas, tendo a educação como uma base sócio/intelectual e se plantemos as medidas de preservação e conservação em alunos e alunas do ensino Fundamental das Escolas Brasileira teremos um futuro mais humano e sustentável.
          Com Projetos Políticos Pedagógicos - PPP voltados para esta temática, profissionais envolvidos, pesquisas sendo postas em pratica e toda a Instituição mobilizando a sociedade, podemos construir uma Neoglobalização com base na Sustentabilidade.
        Segundo Maria Flick (2010) a Educação Ambiental é vista de forma vulnerável pela Instituição Escolar.

A forma holística pela qual deveria ser tratada a Educação Ambiental fica relegada ou, ainda não foi adotada, pela escola e pelos educadores ambientais. O publico é notório que a Educação Ambiental é – timidamente, desenvolvida nas escolas, estando na maioria das vezes ausente das práticas adotadas pelos educadores, não obstante algumas atividades é um tema não-defenido e desordenado dentro dos conteúdos programáticos escolares, com ações isoladas. Verifica-se um projeto tênuo aqui ali, envolvendo os alunos – muitas vezes, apenas para complementação de carga horária. Atividades esporádicas: realização de reciclagem de lixo, abordando a economia da água, da energia, enfim, ações fragmentadas e diluídas dentro dos currículos escolares, em detrimento de programas amplos e integrados às diversas disciplinas dos currículos curriculares e seus conteúdos programáticos.

            A Escola não é envolvida plenamente na temática Meio Ambiente e Sustentabilidade, os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN estabelece que à escola tende-se a trabalhar o tema Meio Ambiente de forma transversal, mas isto não vem ocorrendo em Instituições Escolares.
            A Educação Social que o individuo recebe é ser “treinado” para futuros consumidores úteis, egocêntricos e ignorar as consequências ecológicas dos seus atos. (DIAS, 1991).